Mostrando postagens com marcador caminho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caminho. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tempero

Carece não dividir
o corpo e a alma
Deixar fluir a canção
no ritmo mesmo do tempo
Criar e lamber a cria,
arrodear,
cercar de cuidado e depois
ver partir
Carece destrancar
o rosto e o caminho
Deixar o ir e vir
suavizar a pedra,
apurar o doce.
Carece amar sem receio,
doer sem remorso,
moer o grão pequenino
entumescido de sol
em tão fino pó
que uma pitada
baste.


segunda-feira, 23 de junho de 2008

Religare


"Om mane padme hum
Om mane padme hum
Om mane padme hum
Om mane padme hum"

Toda ilusão,

Maia,
leva à dor
Toda dor
leva ao sofrimento

O Caminho,
Tao,
inicia-se
em quem se põe
a caminhar

Toda entidade,

Nagual,
ronda entre
o doente e o peregrino

O som,

OM,
origina todas as coisas
soprando-lhes vida: alento

A fé,

Deus,
desfaz os nós,
remove montanhas

O Pai,

Tupana,
olha seus filhos
e se entristece

A Mãe,

Oxum,
lava seus filhos
e agradece

Todos os

Encantados
dançam
no igarapé

Jesuína se ri,

divertida,
Assim seja.

O mantra que inicia este texto é um poderoso veículo de transformação.
O Nagual faz parte da tradição indígena norte-americana, citado nos livros de Carlos Castañeda.
Tupana corresponde a Tupã, entre os Saterê-Mawé.
Jesuína é uma personagem brasileira da tradição oral.