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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Convívio



Um rosto claro
de luz vestido
e olho aceso
é quase sempre sinal

de gente bem
bondade, valor
tão esquecido
nestes confins

a cor da pele
não importa
num rosto claro
habita o sol

Tem sal, é leve,
destaca-se
entre tantos
onde o peso dói

Sorriso sem pressa
gargalhada, fala
sem censura, o olho
que ri, que procura

No céu, os pássaros
nuvens, tudo
que enche o olhar
com imensidão

Homem, mulher
não importa
um rosto claro
é paz no turbilhão

Deixa o peso pra trás
dobra o pesar
toca o sino de bronze
e espanta o mal

E não importa
para onde
os outros olhos
estão voltados

Um rosto claro atrai
outra gente, solar
sem idade
gente que já sabe

Pra onde vai
de onde vem
o que deseja pra outro
também tem

Gente deste naipe
alivia meu peso
minha escuridão
assopra ferida

Cura meu povo
diminui a febre
faz ver beleza
onde antes não

Embora lunar
me distraio
e deixo a luz
me banhar